Levantamento Mostra que Ainda Falta Regulamentação para 22 Pontos da Reforma
A sete meses da extinção do PIS e da Cofins, um levantamento recente identificou pelo menos 22 temas da reforma tributária que ainda precisam ser regulamentados conjuntamente pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS e o relógio está correndo.
Quais são os principais pontos pendentes?
Entre os temas que ainda aguardam regulamentação conjunta, destacam-se:
- Split payment, a implementação em 2027 foi confirmada pela Receita Federal, ainda que de forma incompleta. O mecanismo, que prevê o recolhimento automático do tributo no momento da liquidação financeira da operação, é um dos pilares do novo sistema e ainda carece de definições operacionais essenciais;
- Valor de mercado para operações entre partes relacionadas e em permutas;
- Regras de emissão de notas fiscais em vendas antecipadas;
- Recolhimento de tributos por plataformas digitais;
- Tratamento fiscal de amostras grátis;
- Alíquotas do Imposto Seletivo.
A crítica dos especialistas
Advogados e consultores tributários têm levantado preocupações relevantes sobre a qualidade da regulamentação já publicada. As críticas se concentram em dois pontos principais:
Primeiro, os regulamentos editados até agora são considerados superficiais, deixando para atos futuros a definição de questões centrais. Apenas no texto da CBS, foram identificadas 165 remissões a atos conjuntos ainda não publicados, o que cria um vácuo normativo significativo para as empresas que precisam planejar suas operações.
Segundo, há uma preocupação crescente com a possibilidade de que multas passem a ser cobradas a partir de 2027 mesmo com definições sistêmicas ainda em aberto. Ou seja, as empresas poderiam ser penalizadas por descumprir regras que ainda não estão completamente estabelecidas.
A posição da Receita Federal
A Receita Federal, por sua vez, afirma que a regulamentação avança dentro do cronograma previsto e que os pontos remanescentes são pontuais, não comprometendo a implementação da reforma em janeiro de 2027. O órgão mantém a expectativa de que as definições pendentes serão publicadas em tempo hábil para a adaptação das empresas.
O que as empresas devem fazer diante das incertezas?
O cenário de regulamentação incompleta exige das empresas uma postura ainda mais ativa de monitoramento e preparação. É fundamental:
- Acompanhar de perto a publicação dos atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS;
- Mapear os impactos específicos dos temas pendentes nas operações da empresa, especialmente split payment, operações entre partes relacionadas e vendas antecipadas;
- Avaliar os riscos de autuação decorrentes de lacunas normativas ainda não resolvidas;
- Revisar contratos e precificações que possam ser afetados pelas definições ainda em aberto, como permutas e operações com plataformas digitais;
- Não postergar a adaptação aguardando a regulamentação completa — a implementação ocorrerá em janeiro de 2027 independentemente das pendências.
Como a GAS-Daxin pode ajudar sua empresa?
A combinação de prazo curto, regulamentação incompleta e risco de multas torna este um dos momentos mais críticos para o planejamento tributário das empresas. Na GAS-Daxin, apoiamos sua empresa com:
- Monitoramento contínuo dos atos regulatórios da Reforma Tributária, com análise de impacto para o seu negócio;
- Diagnóstico das operações expostas aos temas ainda pendentes de regulamentação;
- Avaliação de riscos fiscais relacionados ao split payment, plataformas digitais e operações entre partes relacionadas;
- Suporte estratégico para adaptação dos processos internos antes de janeiro de 2027.
Com 22 pontos ainda sem regulamentação e o prazo se estreitando, a antecipação é o melhor instrumento de proteção tributária disponível.
Fonte: Valor Econômico – Levantamento mostra que ainda falta regulamentação para 22 pontos da reforma